No olho do furacão!

232486_Papel-de-Parede-Olho-do-furacao_1280x960

As crises na construção da pesquisa de mestrado são comuns, vejo isso na relação com os parceiros de jornada. Eu também enfrento as minhas. Mas me parece que tudo está devidamente programado neste processo. A crise faz parte eu acho. Falo isso por que a medida que elas surgem vão se dissipando e abrindo espaço para descobertas e novas crises.

Atualmente tem uma palavra que não sai da minha cabeça: pedagogisse! Uma provocação que me foi feita que, se minha pesquisa é em arte eu devo falar mais como artista-professor e não como alguém da área da pedagogia. Essas provocações (pancadas) são ótimas para nos tirar da zona de conforto. Comecei a observar que sim, eu estava cheio de “pedagogisses”, no meu texto, nas minhas leituras e na minha forma de lidar com meu objeto.

Dessa bagunça conceitual e das aulas desse semestre surgem vislumbres que abriram novos horizontes para a minha pesquisa e que me deixam mais, muito mais a vontade para lidar com a arte e as “pedagogisses” de forma conjunta.

Ao ser apresentado a uma estratégia metodológica trabalhada pelo professor Miguel Santa Brígida percebi que tudo está imbricado em minha pesquisa e que é assim que devo me colocar nela. Os conceitos de “artista-professor-pesquisador” e “artista-pesquisador-atuante” deixam bem claro essa possibilidade, esse caminho para seguir a partir daqui.

O processo de pesquisa me parece assim, um olho do furacão. Que nos joga, nos chacoalha até um repouso final. Me achei pra me perder novamente e repousar no final.

Anúncios

PROCESSANTES SONHADORES

Um processo constante, em construção. A vida em processo, em construção. No “Projeto Ribalta” jovens vidas são (re)moldadas por intermédio da arte. Está lá, na sua essência criadora esse potencial educador/formador. Ao acompanhar o processo de construção do espetáculo “A paixão de cristo”, é possível respirar esses ares criativos comuns a todos os envolvidos. São adultos, jovens, adolescentes e crianças, todos envolvidos em um único ideal, a montagem de um mega espetáculo. Sim, uma grande apresentação a ser feita em meio às ruas do bairro da Terra Firme, no período da Semana Santa. Serão três meses de processo, de construção, até que tudo esteja pronto.

Por enquanto, o que ocorre são os ensaios, muitos e encarados com extrema dedicação. De tempos em tempos, se faz um silêncio, é o momento da concentração, até que se ouve a trilha sonora e os jovens artistas movem-se pela pequena sala de ensaio, buscando o aprimoramento da construção de cena e personagens. Impressiona o empenho do elenco. Falam, dançam e se expressam. Voz, corpo e emoção. Um processo constante, em construção.Importante ressaltar a cumplicidade entre os envolvidos.Há um jogo onde cada elemento tem seu papel definido, porém, com a percepção do todo. Eis a vida em cena sendo moldada.

Ora, todo espetáculo tem seus bastidores. O processo criador também ocorre na construção de cenários, figurinos e adereços, ainda que sem recursos financeiros vindos de órgão públicos ou privados. Faz parte do processo. Circulando pelo quintal, pátio e corredores, já é possível ver cobras e dragão de papel machê, espadas, retalhos que viram véus e até uma “bikesom” que será utilizada como elemento cênico. No intervalo do ensaio é servido o lanche, ummingau delicioso, feito por dona Carmen, a presidente do grupo Ribalta. Eis a vida em cena sendo moldada.

A direção do espetáculo fica a cargo do mestre Otávio Freire, com seus 39 anos de estrada dedicados ao teatro e a formação de jovens atores. Atradição está mantida. A paixão de cristo da Terra Firme vai para seu 39º ano. São mais de 80 jovens e crianças envolvidos na construção de um espetáculo que mais parece uma escola pra vida. No projeto ribalta, o mais importante não é o resultado e sim o processo. São pessoas processantes sonhadoras. Um sonho coletivo onde a arteé o indutor para uma educação integral do indivíduo.

20150303_195704 20150303_195956 20150303_200129 20150303_201544 20150303_201732 20150303_202858 20150303_202955 20150303_210609 20150303_210646

Luzes do Ribalta

foto ribalta

Como disse no primeiro post desse blog, ele tem como objetivo ser um companheiro ao longo do desenvolvimento da minha pesquisa de mestrado. Não atoa, também frisei naquele momento que o recorte da pesquisa faz parte de seu percurso. Agora, após o primeiro semestre venho a público apresentar a definição do meu objeto de estudo e as questões no entorno deste. Posso dizer que fui despertado, que fui apanhado de vez pelo prazer quase que entorpecente da pesquisa. Uma das coisas que escutei nesse semestre foi que o pesquisador deve ter “tesão” ao escrever, paixão pelo que está produzindo, acreditar piamente na importância da sua pesquisa. Assim sou eu hoje.

Após o intenso semestre de leituras, debates, reflexões e textos produzidos, tenho o prazer de apresentar o título (provisório) da pesquisa: “LUZES DO RIBALTA – o Teatro de Grupo e sua pedagogia localizada em Terra Firme, Belém do Pará, tendo como finalidade principal responder a questão: como os procedimentos artísticos do Grupo Ribalta, em particular, os que caracterizam o seu trabalho como pedagógico, atuam na formação de seus alunos-atuantes?

Sim, eu mudei o foco da pesquisa. E sim, não atuarei dentro dos espaços da escola. O estudo está no campo da educação não formal, apesar deste conceito ainda não ter um consenso a seu respeito. Porém, adotamos a ideia mais difundida de que “a educação não formal é acima de tudo um processo de aprendizagem social, centrado no formando/educando, através de atividades que têm lugar fora do sistema de ensino formal e sendo complementar deste” (PINTO, 2005, p. 4). Também nos interessa quem faz esse tipo de educação. Em geral ela é conduzida por organizações da sociedade civil que desenvolvem ações ou projetos que se caracterizam como meios de ensino/aprendizagem, que ficam a margem das discussões dos paradigmas da educação do país. A concepção da pesquisa é buscar a experiência do Grupo Ribalta para obter elementos que venham contribuir para esse debate, trazendo a perspectiva de um trabalho não institucionalizado de ensino de arte, na linguagem específica de teatro.

Ao adotar um grupo de teatro de bairro como objeto também trago para dentro da pesquisa o conceito de “arte de periferia”, entendendo por periferia os espaços urbanos deslocados dos centros, onde encontra-se a “maioria da população que está desassistida, desacompanhada do Estado” (PEREIRA, 2011, p. 226). Neste cenário, a Arte configura-se como um espaço de lazer, mas também de resistência. Este principio da arte como voz da periferia interessa ao estudo pois está intimamente relacionada a ideia de grupo organizado, exatamente o que o Ribalta é. O teatro historicamente vem exercendo esse papel de resistência seja com Bertold Brecht ou com Augusto Boal. E segundo André Carreira, “a estruturação de grupo porta o embrião da resistência” e esta impulsiona a criação de projetos independentes (CARREIRA, 2003, p.22).

A pesquisa atuará fortemente amparada pelas bases da educação integral do indivíduo, conceito bastante requerido pelas “alas” da educação que urgem por mudanças nos paradigmas do ensino brasileiro. Para entender educação integral podemos pensar como Maria da Glória Gohn: “O mundo da subjetividade humana entra em ação, no processo educacional, com força total, para entender a complexidade do mundo da vida e do trabalho. (GOHN, 2005, p. 109 e 110 apud ALTIERI, 2008, p. 07). É sobre essa educação para a vida que pretendo me deter ao analisar os procedimentos pedagógicos do grupo Ribalta.

A pesquisa se dará por meio de observação e análise das práticas do Grupo, traçando paralelos com autores da pedagogia do teatro, do teatro e da educação propriamente dita. Alguns autores dialogam com a pesquisa, como o francês Edgar Morin e sua teoria da complexidade, que trás profundas reflexões sobre a educação, incluindo a indicação de “sete saberes fundamentais para a educação do futuro”. A educação progressista também perpassa por este estudo através de autores como John Dewey, Dermeval Saviani, Paulo Freire, e no campo específico do teatro, Augusto Boal, André Carreira e outros autores como Roberto Sanches Rabêllo que trabalham o teatro e a educação de forma imbricada.

Desta forma, a pesquisa tem como objetivo geral investigar como são os procedimentos artísticos do Grupo, em particular, os que caracterizam o seu trabalho como pedagógico, na formação de seus jovens alunos-atuantes. Para tanto, vamos buscar incialmente refletir sobre a produção artística de periferia, com recorte especial para a Arte feita no bairro da Terra Firme – Belém-PA; contextualizar histórica e socialmente o trabalho do Grupo Ribalta; e finalmente analisar os procedimentos artísticos/pedagógicos do Grupo Ribalta e sua contribuição para uma educação integral do individuo.

Vamos adiante, este é apenas o começo. Em breve mais textos que darão uma melhor visão do foco de pesquisa e seu andamento. Por agora agradeço aos meus professor@s, minha orientadora Wlad Lima, meus colegas de mestrado, ao grupo Ribalta e todos que já contribuíram nesse inicio de percurso. Evoé!

 

Referenciais

 ALTIERI, Antônio Luís de Quadros. A pedagogia do grupo de teatro União e Olho vivo nas décadas de 60 a 80. II Congresso Internacional de Pedagogia Social. São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/pdf/cips/n2/01.pdf>

BEHRENS, Marilda Aparecida (2005). O paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis: Vozes.

CARREIRA, André Luiz Antunes Netto.  Teatro de grupo: conceitos e busca de identidade. In: Anais do III Congresso de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Memória ABRACE VII). Florianópolis. Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas – ABRACE. 2003. p. 22-23. Disponível em:<http://portalabrace.org/Memoria%20ABRACE%20VII%20.pdf>

CHEMIN, João Batista; TESCAROLO, Ricardo. Os reflexos da teoria da complexidade na prática pedagógica. IX Congresso de educação – EDUCERE. III Encontro sul brasileiro de psicopedagogia. PUCPR, 2009. Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/3221_1479.pdf

CAVALIERE, Ana Maria Villela. Educação integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Educação e Sociedade vol. 23, Campinas. 2002. p. 247-270. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v23n81/13940.pdf>

DANTON, Gian.  Edgar Morin e o pensamento complexo. Revista Filosofia on line. Disponível em: <http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/21/artigo179306-4.asp>

DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. Campinas, SP: Autores Associados, 1996.

GUARÁ, Isa Maria F. R. É imprescindível educar integralmente. Cadernos CEMPEC nº 2, 2006. p. 15-24. Disponível em: http://www.fundacaoitausocial.org.br/_arquivosestaticos/FIS/pdf/imprescindivel_educa_integralmente.pdf

FREIRE, Paulo. A Educação como Prática da liberdade. 23ª. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/livro_freire_educacao_pratica_liberdade.pdf>

MOLL, Jaqueline. Educação Integral na perspectiva da reinvenção da escola: elementos para o debate Brasileiro. In: Boletim Salto para o futuro nº 13 – Educação integral. TV Escola. 2008. p. 11-16. Disponível em: <http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/173859Edu_int.pdf>

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ª ed. – São Paulo: Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000. Disponível em:  <http://www.juliotorres.ws/textos/textosdiversos/SeteSaberes-EdgarMorin.pdf&gt;

PACHECO, Suzana Moreira. Elementos para o debate necessário. In: Boletim Salto para o futuro nº 13 – Educação integral. TV Escola. 2008. p. 03-10. Disponível em: <http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/173859Edu_int.pdf>

 

PEREIRA, Peu. Entrevista. Palíndromo. Entrevista concedida a RAMOS, Célia Maria Antonacci. Palíndromo.  Centro de Artes. Mestrado em Artes Visuais. – v.5. Florianópolis: UDESC, 2009. Disponível em:<http://ppgav.ceart.udesc.br/revista/edicoes/5_processos_artisticos_contemporaneos/225_entrevista_peu-pereira_palindromo5.pdf>

PINTO, Luis Castanheira. Sobre educação não-formal. Cadernos D’Inducar, 2005. Disponível em: <htp:/www.inducar.pt/webpage/contents/pt/cad/sobreEducacaoNF.pdf>

RABÊLLO, Roberto Sanches. Teatro-educação: uma experiência com jovens cegos. Salvador : EDUFBA, 2011.

SANTANA, Ana Lucia. A educação segundo Edgar Morin. In: Info escola revista on line. Disponível em: <http://www.infoescola.com/pedagogia/a-educacao-segundo-edgar-morin/>

Quebrando muros na escola

Olá amig@s, como parte dos caminhos a serem trilhados nas construções do Prof Artes (Mestrado profissional em Artes) estão as análises das práticas docentes vivenciadas por nós. Sou professor da rede municipal de ensino em Belém e atualmente trabalho com uma turma do 9º ano em uma escola na periferia da cidade. Neste sentido faço aqui um relato de experiência em relação à quebra de muros simbólicos dentro das escolas. Antes, quero contextualizar um pouco a minha forma de atuação como professor de arte. Já estou graduado desde 2007, mas ainda hoje tento manter vivo dentro de mim o aluno de graduação sonhador e entusiasmado com a possibilidade de provocar pequenas mudanças importantes por meio do ensino de Arte. Procuro colocar em prática teorias que que julguei serem eficientes, como não ficar preso somente a prática, nem somente a teoria, e sim trabalhar na triangulação “ver, fazer e contextualizar”.  Também procuro fugir da atuação de professor como o detentor único do conhecimento, como vimos no vídeo “Quando sinto que já sei”. Acredito, assim como Paulo Freire, que “ensinar não é transferir conhecimento, mas sim criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (1996, apud SANTANA, 2010, p. 4). Porém, essa visão sonhadora do graduando não é fácil de se manter diante das dificuldades encontradas na realidade. É comum ouvir de outros professores (não só de arte) que teorias são muito boas no papel, mas na prática não são aplicáveis, sendo mais simples abandoná-las. Em parte essas angustias se justificam quando vemos salas de aulas com 45 alunos, que só encontramos uma vez por semana e muitas vezes sem a devida estrutura para trabalhar. Por outro lado, me esforço ao máximo para não enxergar “o copo meio vazio”, busco tirar de cada teórico o que é possível aplicar e conseguir, ainda q não na sua plenitude, provocar pequenas mudanças importantes por meio do ensino de Arte.

Disto isto, passo ao relato da experiência. Ao iniciar o trabalho com a turma dentro da área de teatro, percebi que poucos haviam tido contato com espetáculos de teatro, então resolvi fazer eu mesmo uma apresentação dentro da escola. O detalhe é que trabalho com a linguagem de clown, e fiquei apreensivo de como a direção/coordenação iria encarar um professor vestido de palhaço andando pela escola. Mas a recepção foi boa e me foi autorizado realizar a apresentação. Inicialmente iria ser somente para a minha turma, mas o público foi estendido para outras duas turmas e mais os alunos que saíram de sala e ficaram assistindo de longe. Montamos, com ajuda dos alunos, o equipamento de som na quadra da escola e a turma se organizou em meia lua. O espetáculo ocorreu normalmente, com participação no palco de vários alunos e com diversão garantida. Após a apresentação voltamos para sala de aula e abrimos uma roda de conversa sobre o que tinha ocorrido.

Lancei algumas perguntas para provocar o debate, como se já haviam visto espetáculos com o caráter profissional (diferenciando das apresentações feitas em escolas e igrejas da comunidade), se gostaram ou não de ter assistido, se alguém mudou sua concepção do que é teatro, e se consideravam a apresentação como uma aula. O debate foi interessante e muitos alunos se mostravam empolgados em falar. Das muitas informações colocadas, vou me deter as que se referiram a última pergunta. “Uma aula diferente”, “Pelo menos saímos da sala de aula”, “Uma forma diferente de nós aprendermos sobre teatro”, “Assim não fica chata aula”, “Pude aprender e foi engraçado e interativo”, “Foi bem diferente do nosso dia-a-dia na escola”, “Nunca tinha vindo ninguém apresentar assim aqui na escola”, “arte não é só falar sobre pintor e desenhos, etc. e sim mostrar as artes que temos”, “pude aprender mais ou menos como fazer se eu for me apresentar”, “é uma segunda forma de fazer uma aula sobre teatro”, “achei melhor que na sala de aula”, “a apresentação foi uma arte, e arte é a nossa matéria”, “nem todas as aulas tem que ser só de um jeito, dentro de sala, sentados”, dentre outros depoimentos.

Houveram alguns alunos que não consideraram a apresentação como aula, e me chamou atenção o que disse que achava que não foi uma aula “por que foi legal”.

Referências:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. In: SANTANA, Arão Paranaguá. Os saberes escolares, a experiência estética e a questão da formação docente em artes. Disponível em < http://www.eba.ufmg.br/lamparina/index.php/revista/article/viewFile/15/6 >, acesso em 26/10/2014.

De chegada… de mudanças!

1379263_530487810374532_1101087712_nSou professor. Sou professor de Arte. Sou artista. Agora pesquisador. Já o era antes de outras formas, mas neste momento inicio a aventura de um mestrado e tenho a oportunidade de me deter sobre minhas inquietações que surgem na prática de sala aula no ensino fundamental nas escolas municipais da cidade de Belém. Estamos localizados na Amazônia brasileira, com tantas peculiaridades e desafios próprios, mas ao mesmo tempo, Belém é universalizada em paradigmas de grandes cidades, com os benefícios e mazelas de se estar em uma metrópole. A educação formal é reflexo desse contexto, com um conjunto de ações e omissões que fazem os processos educativos rodarem. O ensino de Arte também sofre influência do contexto local, ao mesmo tempo em que vem acompanhando as mudanças que a disciplina passa nas últimas décadas no Brasil. Assim, de forma breve, tento localizá-los no seio da minha pesquisa. Aos poucos vou compartilhando algumas experiências, leituras, imagens, ou questionamentos que irão apontar para o resultado final deste mestrado. Este primeiro post é genérico propositalmente, pois o recorte da pesquisa faz parte de seu percurso, tenho um rabisco que começo a desenhar agora até que chegue a arte final. Por agora apenas compartilho o prazer de já estar com as ideias fervilhando. Avante!

O teatro de Grupo e sua pedagogia localizada em Terra Firme, Belém do Pará